Mulheres da Bauhaus

O site ‘Artsy’ publicou uma postagem apresentando 10 mulheres da Bauhaus. A postagem destaca o papel de algumas mulheres na consolidação do design moderno tanto no período da Bauhaus, como após o fechamento da escola.

A Bauhaus foi uma escola alemã que ficou conhecida por mudar a maneira como se pensava e praticava o design no começo do século XX. Diversos designers e arquitetos modernistas passaram pela escola que, já apresentava uma postura mais progressista que outras escolas ao admitir mulheres entre seus alunos.

Todavia, o artigo também aponta que a Bauhaus era tendenciosa no que se tratava do gênero dos alunos. Enquanto homens podiam transitar entre diferentes áreas, as mulheres eram encorajadas a seguir carreira na oficina de tecelagem. O texto também argumenta que essa postura era ratificada pelo diretor da escola, Walter Gropius, que acreditava que homens conseguiam pensar em três dimensões, enquanto as mulheres apenas em duas.

A despeito do privilégio masculino, algumas mulheres se destacaram tanto nas oficinas de tecelagem quanto em áreas predominantemente ocupada por homens como arquitetura, fotografia, desenho industrial entre outros – tornando-se referência para gerações futuras.

Mulheres na Bahuaus da esquerda para a direita: Anni Albers, Gertrude Arndt, Gunta Stölzl

Mulheres na Bahuaus da esquerda para a direita: Anni Albers, Gertrud Arndt, Gunta Stölzl

A seguir, apresento um breve resumo de quatro das 10 mulheres listadas na postagem e suas áreas de especialidade. Para ver a lista completa, aconselho o artigo original.

  1. Anni Albers, entrou na escola com interesse em se formar como artista e passou a atuar na oficina de tecelagem, onde desenvolveu uma linguagem baseada em forma abstratas para padrões têxteis. Em 1931 tornou-se professora na oficina e posteriormente trabalhou como designer e professora nos EUA ao lado do marido, Josef Albers.
  2. Marianne Brandt, destacou-se na oficina de metais – ocupada majoritariamente por homens – conseguindo prestígio até tornar-se mestra da oficina, com a saída do professor Moholy-Nagy do cargo. Criou luminárias, bules, conjunto de jantar entre outros produtos com formas predominantemente geométricas. Depois de formada, tornou-se diretora do departamento de design da empresa de metais Ruppelwerk Metallwarenfabrik GmbH, dentre todos os alunos, talvez ela tenha sido a designer mais famosa e bem sucedida no período em que a escola funcionou.
  3. Gertrude Arndt, queria ser arquiteta, mas a escola ainda não havia consolidado o seu curso de arquitetura. Acabou por se dedicar à fotografia, sendo autodidata, unindo também seu interesse pela arquitetura dedicando-se a fotografar edifícios e paisagens urbanas. Sua série “Retratos com Máscara”, em que se fotografou personificando papeis femininos tradicionais tornaram-se um legado e referência para futuras fotógrafas feministas.
  4. Gunta Stölzl, fez parte dos primeiros membros da escola e rapidamente se destacou na oficina têxtil. Desenvolveu padronagens sofisticadas e abstratas, trabalhando em colaboração com outros profissionais, inclusive criando revestimento para cadeiras com Marcel Breuer. Foi uma das primeiras professoras, ensinando na oficina têxtil e, mais tarde, após ter sido afastada da Alemanha pelos nazistas, dedicou-se a uma empresa de tecelagem manual em Zurique.

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