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Sobre Ricardo Artur

Meu nome é duplo, Ricardo por escolha dos pais e Artur em homenagem ao meu avô. Nomes de reis ingleses, diziam meus pais, mas não sou da nobreza ou aristocracia. Tanto que Pereira e Carvalho são nomes de cristãos novos, provavelmente judeus ou muçulmanos convertidos para escapar da inquisição. Sou nascido no Rio de Janeiro - RJ e criado em São José dos Campos - SP em família carioca por parte de mãe e mineira por parte de pai, ambas de ascendência portuguesa. Nenhum de meus avós cursou uma universidade, eram todos humildes e trabalharam muito para conquistar algum patrimônio, incentivando os filhos para que cursassem o ensino superior. Em São José, além da escola, desenvolvi interesse por desenho e música. Sempre gostei de desenhar, mas só realizei um curso, de quadrinhos quando adolescente. A música, desenvolvi cursando o extinto Conservatório Musical Santa Cecília durante oito anos, com o curso de piano inconcluso (pré+ 7 de um total de 9 anos). Já o violão aprendi sozinho, a partir de dicas e conselhos de outras pessoas. Também cantei em coral durante muito tempo, primeiro no conservatório, depois no coral da universidade. Mudei para o Rio aos 18, para cursar a universidade, que fnanciei por meio da participação no coral e no trabalho dentro da instituição. Já na faculdade me relacionei com a pesquisa, pois trabalhava em um dos laboratórios, o NAE. Ao decorrer do curso, meu interesse pela pesquisa aumentou e me formei com um projeto de caráter teórico, enquanto o curso era bastante prático. Sou graduado e mestre em Design pela PUC-Rio e atualmente cursando o doutorado na mesma instituição, onde atualmente sou bolsista do CNPq.

Aula 1- Apresentação e discussão

A primeira aula é uma ampliação da discussão do capítulo introdutório de Rafael Cardoso (2004) sobre história, design e história do design.

CARDOSO, Rafael. Uma Introdução à História do Design. São Paulo: Edgar Blücher, 2a ed. Rev. Amp. 2004.

Link para o arquivo PDF da aula

Impressor utilizando a prensa de tipos móveis

Questões para estudo dirigido – Capitulo 2

Livro:  CARDOSO, Rafael. Uma Introdução à História do Design. São Paulo: Edgar Blücher, 2a ed. Rev. Amp. 2004.

Capítulo 2 –Revoluções industriais e industrialização (p.26-43)

Questões para nortear o estudo:

  1. Quais fatores contribuíram para a industrialização da Inglaterra no final do século 18?
  2. Segundo Hobsbawn, o que caracteriza o mercado na revolução industrial?
  3. Porque o autor afirma que a indústria é uma invenção estatal?
  4. Que aspectos da fábrica de Gobelins, fundada em 1667 na França,  são interessantes para o design?
  5. Qual o papel do desenhista John Flaxman no sistema produtivo da fábrica de Josiah Wedgwood?
  6. Quais os quatro transformações fundamentais na forma de organização industrial ao longo do século 18 destacadas pelo autor?
  7. Na análise do autor, de quais aspectos dependeram as transformações no século 18?
  8. Segundo Adam Smith, quais as vantagens da divisão do trabalho?
  9. De que maneira a mecanização favoreceu o lucro dos designers?
  10. Quais as vantagens da padronização das peças intercambiáveis para armas de fogo no século 19?
  11. Como foi o incentivo estatal à produção industrial no Brasil imperial?
  12. De que maneira a padronização auxiliou a indústria de máquinas de costura?
  13. Que aspectos permitiram a fábrica da Singer o êxito comercial adotando apenas a padronização das peças e não uma mecanização completa?
  14. Que motivos levam o autor a afirmar que a experiência da indústria das fábricas de máquinas de costura é mais característica da produção industrial do século 19 do que da indústria têxtil?
  15. Que aspectos contribuíram para o aumento da produção de móveis no século 19?

Programa de Rádio da BBC fala sobre Industrialização

Fabrica

Um excelente programa da Rádio BBC convidou três historiadores para debater o tema da industrialização. São eles:

  1. Jeremy Black, professor de História da University of Exeter
  2. Pat Hudson, professor emérito de História da Cardiff University
  3. William Ashworth,  professor de História da University of Liverpool

O programa, infelizmente, é inglês. Para os que dominam o idioma, é um debate de alto nível e super recomendado.

Clique aqui ou na imagem para acessar a página do programa.

Porque a Revolução Industrial ocorreu na Grã-Bretanha?

O vídeo “Why the industrial revolution happened here”produzido pela BBC em parceria com o historiador Jeremy Black relata os principais motivos para o desenvolvimento industrial na Inglaterra durante os séculos XVIII e XIX. Vários aspectos são apresentados, como os recursos minerais, avanços científicos e políticos, bem como mudanças na sociedade que aceleraram a industrialização.

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Questões para estudo dirigido – Capítulo 3

Livro:  CARDOSO, Rafael. Uma Introdução à História do Design. São Paulo: Edgar Blücher, 2a ed. Rev. Amp. 2004.

Capítulo 3 – Design e comunicação no novo cenário urbano, século 19 (p. 46-73)

  1. De acordo com o poeta Charles Baudelaire, quais são as sensações que caracterizam a “modernidade”?
  2. Quais fatores tecnológicos contribuíram para a formação de um público leitor nas grandes metrópoles europeias?
  3. Ao comparar o desenvolvimento da litografia no Brasil e nos Estados Unidos, que motivos o autor entende que influenciaram a estagnação e o declínio no caso brasileiro, mesmo apesar de um início promissor?
  4. Além dos avanços tecnológicos quais aspectos contribuíram para que em determinados países os cartazes se desenvolvessem e se tornassem populares enquanto em outros países isso não ocorreria?
  5. Porque o autor afirma que a invenção da fotografia não impactou imediatamente o design?
  6. “Se por um lado a fotografia tornou as imagens mais abundantes, por outro lado esvaziou parte de seu poder simbólico”. Porque o autor afirma isso?
  7. Quais os motivos que o autor aponta ao afirmar que “jornais socialistas, revistas femininas, livros infantis e reproduções de arte são produtos que dificilmente teriam existido antes de 1850”?
  8. Segundo o autor, onde se encontram um dos primeiros focos históricos da personalização do design? Porque?
  9. Quais motivos contribuíram para a rapidez de mudança nas modas em relação ao vestuário na segunda metade do século 19?
  10. O que levou Charles Kingsley a publicar o panfleto Cheap clothes and nasty, em 1850 e que motivou o boicote da associação de alfaiates de Londres?
  11. Que aspectos influenciaram a ordenação do espaço público em diversas cidades do mundo e qual delas foi a mais emblemática?
  12. Qual a relação entre o Visconde de Mauá e a atividade de design no Brasil?
  13. Além do surgimento de instalações hidráulicas e de produtos para cozinhas e  banheiros, o que mais contribui para reforçar a mensagem sanitarista no século 19?
  14. Que fatores contribuíram para o declínio dos escreventes e a ascensão das secretárias no final do século 19?
  15. O que contribuiu para a consagração do designer como profissional no século XIX?

Resenha: Vatel, um banquete para o Rei

Atividade para entrega na próxima aula: resenha do filme Vatel.

O filme foi exibido em aula e a partir dele deve-se escrever uma resenha crítica de, no máximo, uma lauda.

A resenha deverá conter:

  • Uma breve sinopse do filme, descrevendo o enredo e personagens.
  • Observação sobre as formas de produção do período.
  • Opinião, relacionada aos assuntos estudados na disciplina.

Questões para estudo dirigido – Capítulo 4

Livro:  CARDOSO, Rafael. Uma Introdução à História do Design. São Paulo: Edgar Blücher, 2a ed. Rev. Amp. 2004.

Capítulo 4 – Design, indústria e o consumidor moderno, 1850-1930.  (p. 76-108) (O subcapítulo da produção de massa ficou de fora).

  1. Que aspectos motivaram as primeiras propostas de fazer uso do design como agente de transformação?
  2. Segundo o autor, qual foi a maior e mais significativa experiência na área do ensino do design durante o século 19?
  3. Sobre quais aspectos residia a crítica de John Ruskin ao sistema industrial e a produção artística, arquitetônica e do design moderno?
  4. Que ideias de Ruskin influenciaram William Morris e como tais ideias se concretizaram?
  5. Qual era o diferencial dos produtos de Morris?
  6. Em que consistia a filosofia do movimento Arts and Crafts?
  7. Segundo Ruskin e Morris, não seria mediante a estética que o designer alteraria a sociedade. Senão da forma, de que dependeria esse poder do designer?
  8. De acordo com o autor, quais as três funções exercidas pelas exposições industriais nacionais e internacionais no século 19?
  9. A quais fontes o autor atribui a formação do Art Nouveau no século XIX
  10. De que maneira se manifestaram as trajetórias tanto do Art Nouveau como do Art Déco?
  11. Quais os critérios de significação das manifestações do Art Nouveau no Brasil?
  12. A que se deveu a popularização da estética Art Nouveau?

 

 

Aula 4- Arts & Crafts

A quarta aula trata das principais mudanças ocorridas na Inglaterra ao longo do século 19, culminando na crítica estética e produtiva do movimento Arts & Crafts (Artes e Ofícios). A referência bibliográfica é o quarto capítulo do livro  (Design e reformismo social  p. 76-86).

Há também algumas referências complementares para consulta.

Link para o arquivo da aula

Aula 5 – Art Nouveau

A quinta aula trata dos diferentes movimentos de renovação que ocorreram Europa no final do século 19, conhecidos como Art Nouveau (Arte Nova). A referência bibliográfica é o quarto capítulo do livro  (O império dos estilos  p. 94-108).

Aula05 – Art Nouveau

Outras referências complementares são:

 

Aula 6 – Fordismo e Werkbund

A sexta aula trata das principais mudanças ocorridas nos Estados Unidos e na Alemanha no início do século 20. No primeiro caso a reorganização do trabalho, a produção em massa e a linha de produção de Henry Ford. No segundo caso, a crítica estética e produtiva do movimento da Deutscher Werkbund. A referência bibliográfica consiste nos capítulos 4 (O advento da produção de massa – p.109-117) e 5 do livro (Design e nacionalismo –  p. 120-125).

Aula06 – Ford-Werkbund

Seguem abaixo algumas referências complementares:

Questões para estudo dirigido: Bauhaus

Olá galera, meio em cima da hora, mas seguem algumas questões para orientar o estudo sobre a Bauhaus. [Não é para entrega, apenas para guiar o estudo]

Livro:  CARDOSO, Rafael. Uma Introdução à História do Design. São Paulo: Edgar Blücher, 2a ed. Rev. Amp. 2004.

Capítulo 5 – Design e teoria na primeira era modernista, 1900-1945 (p. 120-157) (Especificamente: O vanguardismo europeu e a Bauhaus – p.126-135).

  1. A Bauhaus é bastante influenciada pelo movimento Arts and Crafts e pela ideia da obra de arte total (Gesamtkunstwerk). De que maneira esses ideais  influenciaram nas contribuições pedagógicas da escola e na visão sobre o design?
  2. A escola tinha como objetivo último a construção (Bau), mas para alcançá-lo era preciso passar pelo ensino em diferentes oficinas. Como era possível unificar uma gama variada de assuntos tratados pela escola e os respectivos fundamentos teóricos?
  3. De acordo com o autor, qual seria o maior significado da Bauhaus para aqueles que participaram da escola?
  4. Uma das contradições da Bauhaus diz respeito à relação entre design e artesanato. De que maneira se pode falar em contradição?
  5. Contrariando a vontade de seus idealizadores a Bauhaus acabou deixando um outro legado, não ideológico, mas formal. Que legado foi esse?

Aula 7 – Bauhaus (Weimar)

A sétima aula trata da formação de uma nova escola na recém formada República de Weimar (Alemanha) em 1919. Inspirada nos ideais de William Morris e da Deutscher Werkbund, o arquiteto Walter Gropius estabelece um programa de ensino que busca conciliar a arte e o artesanato. A escola contava com um corpo docente composto por artistas importantes e influentes, como Kandinsky e Klee, com alunos de diferentes nacionalidades, além de possuir um programa inovador que conciliava teoria e prática mediante o uso das oficinas. A primeira parte foca no tempo em que a Bauhaus permaneceu na antiga capital da república, a cidade de Weimar.

A referência bibliográfica consiste no capítulo 5 (O vanguardismo europeu e a Bauhaus p.126-135) do livro Uma introdução à história do design (Cardoso, R.).

A referência complementar é o livro de Magdalena Droste “Bauhaus” (Ed. Taschen, 2006).

Aula07 – Bauhaus

Links complementares:

Aula 8 – Bauhaus (Dessau e Berlim)

A oitava aula trata dos conflitos e mudanças promovidas na Bauhaus após a saída da cidade de Weimar. Acolhendo a proposta da cidade de Dessau, Walter Gropius e o grupo de mestres e alunos concordam em se mudar para a cidade e construir lá um edifício que concretizasse os ideais da escola tanto na arquitetura como no seu interior.  Embora passasse por uma fase bastante frutífera, criando inclusive uma empresa para comercializar os produtos desenvolvidos, os conflitos políticos e ideológicos se intensificam. Com o apontamento do arquiteto Hannes Meyer como diretor e o conflito causado por sua orientação marxista levaram a Bauhaus a ser vista como uma escola comunista que viria a ser rejeitada pelos políticos de direita e pelo partido nazista. Mesmo sob a direção do arquiteto Ludwig Mies van der Rohe, a Bauhaus não conseguiu reconstruir sua imagem e passou a ser perseguida até que foi obrigada a fechar as portas em 1933, na cidade de Berlim.

Aula08 -Bauhaus Parte 2

A referência bibliográfica consiste no capítulo 5 (O vanguardismo europeu e a Bauhaus p.126-135) do livro Uma introdução à história do design (Cardoso, R.).

A referência complementar é o livro de Magdalena Droste “Bauhaus” (Ed. Taschen, 2006).

Links complementares:

Oskar Schlemmer e o Ballet Triádico

O Ballet Triádico (Triadisches Ballet) foi uma das mais famosas obras do artista e professor da Bauhaus Oskar Schlemmer (1888-1943) (ver página do MoMA https://www.moma.org/artists/5219?locale=pt).

A obra performática propõe que um figurino que restringe os movimentos dos bailarinos, forçando-os a uma atuação e movimentos muito pouco convencionais. Estreado em 1922, o Ballet Triádico foi bem diferente dos espetáculos de danças comuns até então.

Abaixo, um vídeo que registra, postumamente, a performance.

Mulheres da Bauhaus

O site ‘Artsy’ publicou uma postagem apresentando 10 mulheres da Bauhaus. A postagem destaca o papel de algumas mulheres na consolidação do design moderno tanto no período da Bauhaus, como após o fechamento da escola.

A Bauhaus foi uma escola alemã que ficou conhecida por mudar a maneira como se pensava e praticava o design no começo do século XX. Diversos designers e arquitetos modernistas passaram pela escola que, já apresentava uma postura mais progressista que outras escolas ao admitir mulheres entre seus alunos.

Todavia, o artigo também aponta que a Bauhaus era tendenciosa no que se tratava do gênero dos alunos. Enquanto homens podiam transitar entre diferentes áreas, as mulheres eram encorajadas a seguir carreira na oficina de tecelagem. O texto também argumenta que essa postura era ratificada pelo diretor da escola, Walter Gropius, que acreditava que homens conseguiam pensar em três dimensões, enquanto as mulheres apenas em duas.

A despeito do privilégio masculino, algumas mulheres se destacaram tanto nas oficinas de tecelagem quanto em áreas predominantemente ocupada por homens como arquitetura, fotografia, desenho industrial entre outros – tornando-se referência para gerações futuras.

Mulheres na Bahuaus da esquerda para a direita: Anni Albers, Gertrude Arndt, Gunta Stölzl

Mulheres na Bahuaus da esquerda para a direita: Anni Albers, Gertrud Arndt, Gunta Stölzl

A seguir, apresento um breve resumo de quatro das 10 mulheres listadas na postagem e suas áreas de especialidade. Para ver a lista completa, aconselho o artigo original. Continuar lendo