{"id":594,"date":"2011-10-24T14:15:46","date_gmt":"2011-10-24T16:15:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ricardoartur.com.br\/1001\/?p=594"},"modified":"2016-05-03T10:26:00","modified_gmt":"2016-05-03T13:26:00","slug":"dicas-para-relatrio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ricardoartur.com.br\/1001\/2011\/10\/dicas-para-relatrio\/","title":{"rendered":"Dicas para o relat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p>Al\u00e9m do texto bem redigido e que seja capaz de expressar os diferentes momentos e o desenvolvimento do projeto, tamb\u00e9m \u00e9 importante pensar o relat\u00f3rio como um produto de design e, que portanto,\u00a0 deve possuir um projeto e uma produ\u00e7\u00e3o cuidadosa.<\/p>\n<p>Na G1 dei uma olhada nos relat\u00f3rios e fiz anota\u00e7\u00f5es e observa\u00e7\u00f5es para comentar com voc\u00eas. Aqui est\u00e3o algumas delas:<\/p>\n<h3>O estilo visual do projeto \u00e9 desenvolvido a partir do seu projeto<\/h3>\n<p>Lembrem-se disso: o projeto de voc\u00eas \u00e9 \u00fanico porque est\u00e1 sendo feito nessa rela\u00e7\u00e3o. O produto que vai surgir, por mais parecido com outros, ser\u00e1 \u00fanico. Assim, favore\u00e7a a constru\u00e7\u00e3o de uma identidade visual diferenciada para ele.<\/p>\n<p>Portanto:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>N\u00e3o assuma a identidade visual da PUC<\/strong>, o bras\u00e3o da universidade ou a marca n\u00e3o deve se destacar mais do que o seu projeto. Se quiser coloc\u00e1-lo a qualquer custo, coloque-o discretamente na folha de rosto.<\/li>\n<li><strong>N\u00e3o assuma a identidade visual do local<\/strong>: a academia, escola, hospital etc que voc\u00eas visitaram pode possuir um sistema de marca pr\u00f3prio. Entretanto a identidade do lugar n\u00e3o deve se sobrepor \u00e0 identidade desse projeto.<\/li>\n<li><strong>Tome o produto como par\u00e2metro<\/strong> veja a linguagem que est\u00e1 utilizando em seu produto, pense no p\u00fablico que se destina e tente traduzir em elementos gr\u00e1ficos de maneira a permitir o di\u00e1logo entre o relat\u00f3rio e o projeto.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Espa\u00e7o desnecess\u00e1rio entre par\u00e1grafos<\/h3>\n<p>Um par\u00e1grafo pode ser separado de v\u00e1rias formas (Figura 1), mas geralmente <strong>nunca se usa duas linhas<\/strong> para separar um de outro. Ou seja, basta a quebra de linha e a defini\u00e7\u00e3o do recurso para diferenciar o par\u00e1grafo (recuo ou espa\u00e7o adicional).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_595\" aria-describedby=\"caption-attachment-595\" style=\"width: 437px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/ricardoartur.com.br\/1001\/files\/2011\/10\/paragrafos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-595\" title=\"paragrafos\" src=\"https:\/\/ricardoartur.com.br\/1001\/files\/2011\/10\/paragrafos.jpg\" alt=\"\" width=\"437\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/ricardoartur.com.br\/1001\/files\/2011\/10\/paragrafos.jpg 437w, https:\/\/ricardoartur.com.br\/1001\/files\/2011\/10\/paragrafos-300x289.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 437px) 100vw, 437px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-595\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1 - diferentes possibilidades de separa\u00e7\u00e3o de par\u00e1grafos<\/figcaption><\/figure>\n<p>Outra coisa importante \u00e9 n\u00e3o usar dois recursos ao mesmo tempo, tal como recuo e espa\u00e7o extra.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h3>Relacionar desenhos ao texto<\/h3>\n<p>Outro equ\u00edvoco comum em um relat\u00f3rio \u00e9 acreditar no dito popular que \u201cuma imagem vale mais que mil palavras\u201d e esquecer de relacionar as imagens ao texto.<\/p>\n<p>As imagens <strong>s\u00e3o sim muito importantes <\/strong>no relat\u00f3rio, mas n\u00e3o devem vir soltas, sem nenhum coment\u00e1rio ou descontextualizadas. Duas formas de fazer isso \u00e9 referenciar as imagens usando recursos no meio do texto como \u201cFigura 1\u201d\u00a0\u00a0 e depois, logicamente,\u00a0 apresentar a figura 1 (mesmo que seja em outra p\u00e1gina). Esse exemplo foi dado na parte em que mostro os diferentes par\u00e1grafos.<\/p>\n<p>Lembrem-se <strong>legendas s\u00e3o fundamentais. <\/strong>S\u00e3o os textos curtos que v\u00e3o chamar a nossa aten\u00e7\u00e3o sobre <em>o que olhar naquela imagem<\/em>.<\/p>\n<h3>Escolha bem as imagens<\/h3>\n<p>Um relat\u00f3rio rico em imagens n\u00e3o quer dizer um relat\u00f3rio com diversas imagens parecidas ou fotografias ruins. Avalie bem os seus desenhos e suas fotografias e veja qual mostra melhor aquilo que voc\u00ea quer explicar.<\/p>\n<p>Fotografias com pessoas cortadas, mal iluminadas, com elementos desnecess\u00e1rios dentro da foto s\u00e3o mais comuns do que imaginam. \u00a0A manipula\u00e7\u00e3o das imagens n\u00e3o \u00e9 necessariamente algo ruim, pode ser usada para o bem, deixando mais clara a situa\u00e7\u00e3o e cortando elementos desnecess\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes tamb\u00e9m vale mais apena tomar a foto como referencia para um novo desenho, mais explicativo.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<h3>Encaderna\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental<\/h3>\n<p>Lembrem-se de encadernar os relat\u00f3rios. Folha grampeada n\u00e3o d\u00e1, por alguns motivos: o tamanho do relat\u00f3rio e a baixa qualidade de acabamento.<\/p>\n<p>Quem puder fazer uma encaderna\u00e7\u00e3o diferenciada, melhor ainda. H\u00e1 encaderna\u00e7\u00f5es relativamente f\u00e1ceis de fazer que garantem um bom acabamento para o relat\u00f3rio. Quem souber ler ingl\u00eas pode conferir o passo a passo de como fazer uma encaderna\u00e7\u00e3o japonesa <a href=\"http:\/\/pt.scribd.com\/doc\/41931445\/Bind-It-Fast\">nesse link<\/a>.<\/p>\n<h3>Margens tamb\u00e9m s\u00e3o essenciais<\/h3>\n<p>\u00c9 muito mais comum encontrar relat\u00f3rios <strong>exprimidos <\/strong> do que relat\u00f3rios <strong>folgados<\/strong>. Aproveitar bem a p\u00e1gina n\u00e3o significa<em> utiliz\u00e1-la quase at\u00e9 o limite.<\/em> D\u00ea margens generosas lembrando de que lado voc\u00ea pretender\u00e1 encadernar o seu relat\u00f3rio e lembre da dica de Timothy Samara: <strong>o espa\u00e7o negativo \u00e9 m\u00e1gico<\/strong>.<\/p>\n<h3>Folha de rosto n\u00e3o se numera<\/h3>\n<p>A folha de rosto \u00e9 a primeira p\u00e1gina de uma publica\u00e7\u00e3o, normalmente n\u00e3o se numera. Ali\u00e1s, as p\u00e1ginas pr\u00e9-textuais ou seja, aquelas que vem antes do texto propriamente dito n\u00e3o costumam ser numeradas (dedicat\u00f3ria, agradecimento, ficha-catalogr\u00e1fica, resumo\u00a0 etc.). Portanto, no sum\u00e1rio voc\u00ea s\u00f3 vai <strong>listar<\/strong> e <strong>paginar<\/strong> o seu texto da introdu\u00e7\u00e3o em diante.<\/p>\n<h3>Falando em folha de rosto&#8230;<\/h3>\n<p>A folha de rosto apresenta os elementos essenciais que informam sobre o conte\u00fado. <strong>N\u00e3o coloque imagens nela.<\/strong> Ela n\u00e3o \u00e9 uma capa, como tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma folha de guarda (colorida, ou estampada que cola o miolo do livro na capa). Ela \u00e9 uma folha <strong>informacional<\/strong>.<\/p>\n<h3>O texto do relat\u00f3rio, este sim, se numera!<\/h3>\n<p>N\u00e3o esque\u00e7am de numerar as p\u00e1ginas do relat\u00f3rio. N\u00e3o parece, mas ajuda muito a leitura e a marca\u00e7\u00e3o, corre\u00e7\u00e3o e coment\u00e1rio dos professores. Coloquem tamb\u00e9m o sum\u00e1rio, listando as diferentes partes do relat\u00f3rio.<\/p>\n<h3>Sum\u00e1rio \u00e9 sempre numerado<\/h3>\n<p>Um sum\u00e1rio sem o n\u00famero de p\u00e1ginas \u00e9 como um carro sem os pneus: pode at\u00e9 ser bonito, mas n\u00e3o serve para nada.<\/p>\n<h3><strong>N\u00e3o plastifiquem o relat\u00f3rio<\/strong>.<\/h3>\n<p>Afinal, ele n\u00e3o \u00e9 um documento de identidade ou carteirinha de clube, ele \u00e9 um documento que ser\u00e1 manipulado e, muitas vezes, levar\u00e1 anota\u00e7\u00f5es e coment\u00e1rios importantes.<\/p>\n<h3>Outras dicas:<\/h3>\n<p>L\u00e1 no Scribd tem tamb\u00e9m <a href=\"http:\/\/pt.scribd.com\/doc\/41930693\/Dicas-de-diagramacao\" target=\"_blank\">um documento com dicas gerais de diagrama\u00e7\u00e3o<\/a>, vale a pena conferir.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.puc-rio.br\/ensinopesq\/ccpg\/normas\/\" target=\"_blank\">A PUC-Rio tem um manual de estilo para teses e disserta\u00e7\u00f5es<\/a>, onde explica algumas coisas b\u00e1sicas, como<a href=\"http:\/\/www.puc-rio.br\/ensinopesq\/ccpg\/normas\/sequencia_de_apresentalidade.html\" target=\"_blank\"> os elementos pr\u00e9-textuais<\/a> e como <a href=\"http:\/\/www.puc-rio.br\/ensinopesq\/ccpg\/normas\/autoria.html\" target=\"_blank\">citar um ou mais autores<\/a>, entre outras formas cita\u00e7\u00f5es. Vale a pena conferir.<\/p>\n<h3>Bibliografia recomendada:<\/h3>\n<p>BRINGHURST, Robert. <strong>Elementos do estilo tipogr\u00e1fico<\/strong> (vers\u00e3o 3.0)[Trad. Andr\u00e9 Storlaski] , S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, 2005.<\/p>\n<p>HENDEL, Richard.<strong> O design do Livro<\/strong>. [Trad. Geraldo Gerson de Souza e L\u00facio Manfredi. 2a. Ed. S\u00e3o Paulo: Ateli\u00ea Editorial, 2006.<\/p>\n<p>LUPTON, Ellen, <strong>Pensar com tipos<\/strong>: guia para designers, escritores, editores e estudantes. [Trad. Andr\u00e9 Storlaski] S\u00e3o Paulo, Cosac Naify, 2006.<\/p>\n<p>M\u00dcLLER-BROCKMANN, Josef. <strong>Grid systems in graphic design<\/strong>:  a visual communication manual for graphic designers, typographers and  three dimensional designers. Verlag Niggli AG; Bilingual edition 1996.<\/p>\n<p>SAMARA, Timothy. <strong>Elementos do design<\/strong>: guia de estilo gr\u00e1fico.[Trad. Edson Furmankievicz] Ed. Bookman, 2010<\/p>\n<p id=\"product-title\">SAMARA, Timothy. <strong>Grid: Constru\u00e7\u00e3o e desconstru\u00e7\u00e3o<\/strong>. 2a Ed. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, 2011.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m do texto bem redigido e que seja capaz de expressar os diferentes momentos e o desenvolvimento do projeto, tamb\u00e9m \u00e9 importante pensar o relat\u00f3rio como um produto de design e, que portanto,\u00a0 deve possuir um projeto e uma produ\u00e7\u00e3o cuidadosa. 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